O maçom estoico não é um título formal, mas uma atitude diante da vida. É o irmão que entende que rituais e símbolos não têm valor em si mesmos, mas são instrumentos para o autoconhecimento, a disciplina e a transformação pessoal. Assim como Sêneca e Epicteto defendiam que a reflexão diária fortalece a alma, também a prática maçônica convida à meditação, ao silêncio e à vigilância interior.
A história mostra que tanto o estoicismo quanto a Maçonaria floresceram em tempos de crise. A filosofia estoica nasceu para ajudar o homem a lidar com o acaso e a morte; a Maçonaria, por sua vez, consolidou-se como escola de liberdade, razão e fraternidade, enfrentando críticas e perseguições sem abandonar seus valores. O elo entre ambas é claro: não se trata de fugir da dor ou do destino, mas de enfrentá-los com firmeza e dignidade.
Ser um maçom estoico significa cultivar virtude e resiliência. É manter a calma diante das provações, sem se deixar escravizar por paixões ou ansiedades. É compreender que a verdadeira força não está em dominar os outros, mas em dominar a si mesmo. É agir com justiça, equilíbrio e fraternidade, mesmo quando o mundo parece desmoronar.
Hoje, quando tantas instituições sofrem descrédito, o estoicismo pode renovar a Maçonaria em sua missão essencial: formar homens de caráter, conscientes de sua responsabilidade para consigo, para com a sociedade e para com o Grande Arquiteto do Universo. Essa filosofia prática nos lembra que não construímos templos apenas em pedra, mas principalmente em nosso interior — templos de coragem, paciência e fortaleza moral.
Ao unir estoicismo e Maçonaria, encontramos não apenas um caminho para o autodomínio, mas também um horizonte de esperança. Porque ser maçom, em essência, é viver como um verdadeiro estoico: firme na virtude, sereno diante das adversidades e comprometido com a construção de uma humanidade mais justa e fraterna.
Ir\ Paulo C. T. Ribeiro, M\I\
A\R\B\L\S\ Quintino Bocaiuva, 10
Or\ de São Paulo, G\L\E\S\P\

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